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sexta-feira, dezembro 08, 2006

Agora estamos num lugar escuro
insuspeitos de amor
ou generosidade.
Outrora transbordámos de palavras
hoje amamos a dor.
Coração repleto
jamais reconhece a abundância.

O espelho doméstico ensaia
o côncavo sorriso
crua necessidade
de um tempo de pausa
em que me revejo
e ausento.
Mas haverá beleza na imobilidade?


Ana Marques Gastão


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